

Public history, Holocaust memory, Research, and, Education
NEPAT [The Brazilian Center for Nazism and Holocaust Studies] is an independent initiative of historians, active since 2019.
Our goal is to promote accessible, high-quality content on Nazism and the Holocaust and to encourage education and research on these themes in Brazil.

Brazilian Center for Nazism and Holocaust Studies

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NEPAT's library takes place twice a year and is a book club with periodic meetings.
You have the experience of reading with us a book related to Nazism and the Holocaust, and you will be able to participate in debates, have access to complementary materials, and much more!
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Desnazificando is the first and only podcast in Brazil that deals exclusively with the Nazi regime and the Holocaust
The podcast is an entirely feminine initiative podcast idealized and produced by the Brazilian Center for Nazism and Holocaust Studies (NEPAT) coordinators.
We talk about research, education, Nazism, the twentieth century, public history, and anything else on this podcast. Our goal is to discuss concepts, ideas, and events in a fun way but with depth and quality.

News
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The Routledge Handbook to Auschwitz-Birkenau has just been released, featuring our contribution with the chapter “The Meaning of the Barbed Wire: Auschwitz’s Place and Holocaust Memory in Brazil”.
Our chapter is based on research conducted in Brazilian bookstores to analyse how books on Nazism are displayed and categorized — including differences in title translations — and what this may reveal about Holocaust memory in Brazil.

![📅 Em 20 de maio de 1940, o regime nazista inaugurava, na Polônia ocupada, o complexo que se tornaria o maior símbolo do horror do século XX: o campo de concentração de Auschwitz. Localizado nos arredores da cidade de Oświęcim, o campo foi inicialmente construído em antigas casernas militares polonesas com o objetivo primordial de encarcerar prisioneiros políticos da resistência polonesa e desafogar as prisões superlotadas.
Sob o comando do primeiro capitão da SS, Rudolf Höss, o local foi estruturado seguindo o "campo modelo" estabelecido em Dachau. No início, Auschwitz operava como um campo de concentração "típico", pautado pela repressão violenta e pelo trabalho escravo. Os primeiros prisioneiros a chegar foram 30 criminosos alemães transferidos de Sachsenhausen para atuar como guardas de bloco (Kapos), seguidos, em junho, pelo primeiro transporte em massa de prisioneiros políticos poloneses.
Contudo, a partir de 1941 e 1942, o papel de Auschwitz foi radicalmente transformado para atender à logística da "Solução Final". O complexo expandiu-se para incluir Auschwitz II-Birkenau (centro de extermínio) e Auschwitz III-Monowitz (campo de trabalho escravo para a gigante química IG Farben). Diferente de outros campos que serviam apenas ao extermínio, como Treblinka ou Belzec, Auschwitz tornou-se um "híbrido" de encarceramento, exploração de mão de obra e assassinato industrializado através do uso sistemático do gás Zyklon-B.
Até sua libertação em 1945, cerca de 1,1 milhão de pessoas foram assassinadas em Auschwitz, sendo 90% delas judeus de todas as partes da Europa, além de poloneses, ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos e homossexuais. Como escreveu o sobrevivente Primo Levi, entrar naquele local significava o confronto com uma "áspera linguagem" de fome e frio onde o fim era a morte.
📚 Referências bibliográficas:
“O Terceiro Reich em Guerra”, de Richard J. Evans.
“É isto um homem?”, de Primo Levi.
“The Routledge Handbook to Auschwitz-Birkenau”, org. por Sarah M. Cushman et al.
🎙 Episódios do Desnazificando:
#68 - Campos de extermínio [Série: A construção do Holocausto | Episódio 11]
#77 - Auschwitz nas vitrines: o que as livrarias (não) contam](https://scontent-den2-1.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/687782749_1657748779123949_366683070786898670_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=105&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=iYCkmjEPG0oQ7kNvwGaSv6I&_nc_oc=AdrRGOj_l1oHb82XCejOhgLRCP8NDi-Xswrbg8clyHZL-0wrBzGsFh1f2ZIjs3kAv0U&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-den2-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=IhjWf8eIjtwNINMOHp6WFw&_nc_tpa=Q5bMBQFAZqqjnNdvYmjjGPE_L3gbf1x9rHOHphTMbM60hct59h4KpMdwlMnITKoqNkKx6NeUG8WcRCDY&oh=00_Af99fgfAjO4Tls_aAxl8BLZl7PMerWYXDxiM55aWnrgu0Q&oe=6A359657)
!["Foram essas agências e os homens que trabalharam nelas que, com o desenrolar dos eventos, se tornaram o responsável por isso [o Holocausto]"
Já ouviram o episódio do Desnazificando sobre a SS?
No novo episódio da nossa série sobre as Organizações do Terceiro Reich, vamos entender como esse grupo, fundado em 1923 para proteger Hitler, transformou-se em um Estado dentro do Estado. Sob o comando de Heinrich Himmler, a SS deixou de ser um pequeno séquito para se tornar a "elite" do partido nazista.
Nós discutimos como a SS coordenou desde o serviço de inteligência e o policiamento (Gestapo e SD) até a implementação direta da Solução Final através dos Einsatzgruppen e dos campos de extermínio.
Analisar essas instituições é fundamental para compreendermos que o Holocausto não foi um acidente, mas um projeto burocrático e ideológico executado por homens que se viam como o futuro da Alemanha.
🎙️Vem ouvir!
[Foto da capa: Wikipedia]](https://scontent-den2-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/702637750_18153974806476870_2448251747256761067_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=105&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiQ0xJUFMuYmVzdF9pbWFnZV91cmxnZW4uQzMifQ%3D%3D&_nc_ohc=RgUo-Mk16DoQ7kNvwEUrCD4&_nc_oc=Ado76Hlt0iCgsUsZbXugvq5dvinqlTO-ltM-D4-hH62H7DUjmmi7PRlo1GHWyDGM8Lk&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-den2-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=IhjWf8eIjtwNINMOHp6WFw&_nc_tpa=Q5bMBQGjBYXYFbu0qfj2bPXXUTQ6Q6VQTZ728P5bdtV-QmWPbEN9r6EprgqA6s1dM0TD7LdUoSS6Vu-K&oh=00_Af8GRwsZouzsIvM9rNzAuSA2zPHnLyDCvuHHELBZUMCBQQ&oe=6A35C3AD)

![📅 O dia 8 de maio de 1945 marca o final da Segunda Guerra Mundial na Europa, sendo conhecido mundialmente como o Dia da Vitória.
Esta data designa a capitulação oficial e a queda definitiva da Alemanha Nazista perante as forças Aliadas. Embora a guerra no Pacífico tenha se prolongado até setembro, em solo europeu, o conflito que devastou o continente por quase seis anos chegava ao seu encerramento formal.
A derrota alemã era um processo irreversível desde as sucessivas falhas militares e perdas territoriais iniciadas em 1943. Em fins de 1944, a situação já era caótica e a influência de Hitler sobre a população e as Forças Armadas havia desaparecido em meio aos escombros das cidades bombardeadas. Como descreve o historiador Richard Evans, em meio ao caos dos meses finais, o carisma do líder nazista evaporou-se conforme o Exército Vermelho e os Aliados ocidentais fechavam o cerco contra Berlim.
Refugiado em seu bunker, Adolf Hitler admitiu a derrota pela primeira vez em 22 de abril e cometeu suicídio no dia 30 do mesmo mês. Seu sucessor, o grande almirante Karl Dönitz, ainda tentou negociar uma paz separada com os americanos e britânicos para evitar a rendição aos soviéticos, mas sem sucesso. O general Alfred Jodl acabou assinando a rendição total e incondicional, formalizada em 8 de maio.
Para milhões de sobreviventes, o fim da guerra não foi apenas um momento de alívio, mas o início de um pesadelo logístico e moral. A Europa estava em ruínas, com cerca de 50 milhões de pessoas desabrigadas e a fome generalizada. Como registrou a estudante Lore Walb em seu diário em 8 de maio de 1945: "Hitler agora está morto. Mas nós, e os que virão no futuro, carregaremos por toda nossa vida o fardo que ele depositou sobre nós".
📚 Referências bibliográficas:
“O Terceiro Reich em Guerra”, de Richard J. Evans.
“O Fim do Terceiro Reich: A destruição da Europa de Hitler”, de Ian Kershaw.
“Hitler”, de Ian Kershaw.
“Inside the Third Reich”, de Albert Speer.
🎙 Episódios do Desnazificando:
#01: Desnazificação?
#69: Liberação dos campos [Série: A construção do Holocausto | Episódio 12]](https://scontent-den2-1.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/687802623_1657746142457546_6737319113122290409_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=110&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=BEIZnhJcfhMQ7kNvwEvdY73&_nc_oc=Adp8FXaRxv-hgrRvHCgCk3w0uqFDBFttPGjsDpP-YPP2OgA7lTy0lX13ycqJvV3wdz8&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-den2-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=IhjWf8eIjtwNINMOHp6WFw&_nc_tpa=Q5bMBQH-PccJf5cHk_TN4XIH7xj-GDuQTbkfSgj_apceGBQtdHbXoM-HrKpVo-Vkw_LzOmWWENV8q-nM&oh=00_Af8RsfVw7SySq6r6a7obv8l2wFjsu9KiPrwS2PrwH-fL8Q&oe=6A35A5C0)
![A seus postos, Aliança Rebelde!
O que vem à sua mente quando você ouve a sigla SS? 🤨
Muito além de um grupo de guarda-costas, a Schutzstaffel (Tropa de Proteção) tornou-se a vanguarda ideológica do nazismo e o motor do extermínio. No novo episódio da nossa série sobre as Organizações do Terceiro Reich, vamos entender como esse grupo, fundado em 1923 para proteger Hitler, transformou-se em um Estado dentro do Estado. Sob o comando de Heinrich Himmler, a SS deixou de ser um pequeno séquito para se tornar a "elite" do partido nazista.
Nós discutimos como a SS coordenou desde o serviço de inteligência e o policiamento (Gestapo e SD) até a implementação direta da Solução Final através dos Einsatzgruppen e dos campos de extermínio.
Analisar essas instituições é fundamental para compreendermos que o Holocausto não foi um acidente, mas um projeto burocrático e ideológico executado por homens que se viam como o futuro da Alemanha.
🎙️Vem ouvir!
[Foto da capa: Wikipedia]](https://scontent-den2-1.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/689782458_1659431318955695_5372288598864905822_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=100&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=8B15PRKufE0Q7kNvwGH_O8K&_nc_oc=Adp0k_zf40uLQUxMzBa2HW6OUVSlRnWrs_s0Vu0i7ou_ZAeGXru12_snTB7dkYZG3ng&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-den2-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=IhjWf8eIjtwNINMOHp6WFw&_nc_tpa=Q5bMBQFPHYDXmg3DdmGL-cp-C-1pQLG1AE3MVJgLPqaM5QMq-LNms6nTgJ7CaQDBY-G64oYbiDkjB1dr&oh=00_Af-OJpR7zMmwkHA5mHU0Z5GMSnKePyCV8br47S9onE_fEw&oe=6A35AB9D)