

História pública, Memória do Holocausto, Pesquisa e Educação
O NEPAT
[Núcleo Brasileiro de Estudos de Nazismo e Holocausto]
é uma iniciativa independente de historiadoras, em atuação desde 2019.
Nosso objetivo é promover conteúdo acessível e de qualidade sobre o nazismo e o Holocausto e incentivar a educação e pesquisa sobre esse tema no Brasil.

Núcleo Brasileiro de Estudos de Nazismo e Holocausto

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Desnazificando é o primeiro e único podcast no Brasil que fala exclusivamente sobre o regime nazista e o Holocausto.
É um podcast de iniciativa totalmente feminina idealizado, realizado e produzido pelas coordenadoras do Núcleo Brasileiro de Estudos de Nazismo e Holocausto (NEPAT).
Nesse espaço, falamos sobre pesquisa, educação, nazismo, século XX, história pública e o que mais der na telha.
Nosso objetivo é debater conceitos, ideias e acontecimentos de maneira descontraída, mas com profundidade e qualidade.

Últimas notícias
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Acabou de ser lançado o The Routledge Handbook to Auschwitz-Birkenau, no qual contribuímos com o capítulo “The Meaning of the Barbed Wire: Auschwitz’s Place and Holocaust Memory in Brazil”.
Nosso capítulo se baseia em uma pesquisa realizada em livrarias brasileiras para analisar como livros sobre nazismo são expostos e categorizados — incluindo diferenças nas traduções dos títulos — e o que isso pode revelar sobre a memória do Holocausto no Brasil.

![📅 No dia 26 de abril de 1933, nascia uma das organizações que mais povoam o imaginário de terror do século XX: a Gestapo, a Polícia Secreta do Estado nazista. Inicialmente concebida por Hermann Göring como uma ramificação da polícia prussiana, ela assumiu um caráter político e atingiu seu potencial máximo em 1934, ao aliar-se à SS de Heinrich Himmler.
A missão da Gestapo era clara: controlar e silenciar a oposição interna, atuando na chamada Home Front. Como afirmou seu líder Werner Best, para o regime era mais importante a prevenção do que a repressão de delitos já cometidos, pois qualquer oposição era vista como a morte biológica do Estado. No entanto, existe um abismo entre o mito e a realidade dessa organização.
A propaganda nazista trabalhou incansavelmente para criar a imagem de uma polícia onividente e onisciente. Mas, na verdade, a Gestapo era uma organização surpreendentemente pequena. Em 1937, contava com apenas 7.000 funcionários para toda a Alemanha. Como, então, eles sabiam de tudo? A resposta é perturbadora: através da própria população.
Dados oficiais revelam que menos de 10% dos casos vinham de investigações próprias; os outros 90% eram fruto de denúncias civis. A maior força do terror nazista não vinha apenas de agentes em cada esquina, mas da mesquinharia cotidiana de vizinhos e familiares que denunciavam uns aos outros por vezes por desentendimentos pessoais. O Estado nazista conseguiu colonizar o subconsciente do povo, transformando o medo da vigilância em um método de controle social absoluto.
Com o início da guerra, a Gestapo radicalizou sua atuação, sendo peça fundamental na logística da "Solução Final" por meio do Departamento IV B 4, chefiado por Adolf Eichmann, que organizava as deportações para os centros de extermínio. Compreender a Gestapo é entender como o medo pode paralisar e transformar uma sociedade comum em cúmplice de um projeto genocida.
📚 Referências bibliográficas:
“O Terceiro Reich no Poder”, de Richard J. Evans
“Apoiando Hitler: Consentimento e Coerção na Alemanha Nazista”, de Robert Gellately
Podcast Desnazificando: #78 - Gestapo [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 03]](https://scontent-lga3-3.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/668505769_1634968664735294_6096637057521681817_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=104&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=e25aQZUqVcAQ7kNvwFYlKBH&_nc_oc=AdqvQ6Q3m2CA0F7nKHH3Qo1Vi2rAEOn3x9VGXYAECddZfEiqDKRTcP7MtMp_vBOpxPA&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-lga3-3.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=w1XfTHGmPqEDWXgxyGyAQA&_nc_tpa=Q5bMBQFEXpHzAfssa7UJ6pjKkAhNavExPjJSExFQdPveaImpfJCvXYLSWzKhF4GkmsMYxcQZVjX9i2e5&oh=00_Af4RIrO3YkdyO145pDrdfZmPW6DiYE6sBOhIWET8bODgqQ&oe=69FA5FDD)

![📅 No dia 11 de abril de 1961, iniciava-se na Corte Distrital de Jerusalém um dos processos judiciais mais emblemáticos da história contemporânea: o julgamento de Adolf Eichmann. Raptado por agentes do serviço secreto israelense (Mossad) em Buenos Aires, Argentina, em maio de 1960, o ex-oficial nazista enfrentava 15 acusações, incluindo crimes contra o povo judeu, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Eichmann era membro do alto escalão da SS e conhecido como o "perito nas questões judaicas". Ele desempenhou um papel central na logística do Holocausto, sendo o responsável pela organização dos transportes que levaram milhões de judeus para os centros de extermínio. Além disso, esteve presente na Conferência de Wannsee em 1942, onde ajudou a redigir as minutas que definiram a execução prática da “Solução Final”.
O julgamento foi um verdadeiro espetáculo televisionado internacionalmente, servindo como um momento pedagógico em que o mundo pôde ouvir, pela primeira vez em grande escala, os testemunhos diretos de sobreviventes. Entre os depoimentos mais marcantes esteve o do escritor Yehiel Dinur (Ka-Tzetnik), que desmaiou no tribunal após descrever Auschwitz como "o outro planeta".
A filósofa Hannah Arendt, que cobriu o processo, surpreendeu o público ao descrever Eichmann não como um monstro sádico, mas como um burocrata medíocre e "terrivelmente normal". A partir dessa observação, Arendt cunhou o conceito de "banalidade do mal": a ideia de que crimes de proporções gigantescas podem ser cometidos por indivíduos que renunciam à sua faculdade de pensar e julgar, agindo apenas como "dentes na engrenagem" de um sistema totalitário.
Eichmann foi considerado culpado, condenado à morte e enforcado em 1º de junho de 1962. Seu julgamento permanece como um marco da justiça de transição e um alerta contínuo sobre a responsabilidade individual e os perigos da obediência cega.
📚 Referências bibliográficas:
“Eichmann em Jerusalém”, de Hannah Arendt.
“Becoming Eichmann: Rethinking the life, crimes and trial of a ‘desk murderer’”, de David Cesarani.
Podcast Desnazificando: #13 - Hannah Arendt e a banalidade do mal [com Adriano Correia].](https://scontent-lga3-2.cdninstagram.com/v/t39.30808-6/651668886_1614314993467328_5346702310370059695_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=100&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiRkVFRC5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=6pIkuyvuh60Q7kNvwGiR346&_nc_oc=AdrnvKVu-hfaZPDKcrO3k8l37egMExZO8Eth4LQYT0pn4SZurQDZRgIcFISEMglcGdk&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-lga3-2.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=w1XfTHGmPqEDWXgxyGyAQA&_nc_tpa=Q5bMBQGLrEAFFVreZlHKEJyU32Y17-4s6w_rj9z-AW9EOrW_gm2NgCuBeul-jgRiCtgQPBwdfGR-JZw9&oh=00_Af4TJnauRGrhspn_i-zMQVNVg990BAbJS7IvRkW7wMLCtQ&oe=69FA51BB)






![#78 - Gestapo [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 03]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.png/v1/fill/w_250,h_250,fp_0.50_0.50,q_35,blur_30,enc_avif,quality_auto/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.webp)
![#78 - Gestapo [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 03]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.png/v1/fill/w_292,h_292,fp_0.50_0.50,q_95,enc_avif,quality_auto/55fe11_f3e0c5bd74c9416d83f790ac4472b076~mv2.webp)


![#76 - Juventude Hitlerista [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 02]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_3cbb58b385cc4b52af82f95499cabdb4~mv2.png/v1/fill/w_250,h_250,fp_0.50_0.50,q_35,blur_30,enc_avif,quality_auto/55fe11_3cbb58b385cc4b52af82f95499cabdb4~mv2.webp)
![#76 - Juventude Hitlerista [Série: Organizações do Terceiro Reich | Episódio 02]](https://static.wixstatic.com/media/55fe11_3cbb58b385cc4b52af82f95499cabdb4~mv2.png/v1/fill/w_292,h_292,fp_0.50_0.50,q_95,enc_avif,quality_auto/55fe11_3cbb58b385cc4b52af82f95499cabdb4~mv2.webp)