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#44: A guerra tem rosto de mulher [com Joyce Rodrigues]



🎙 A seus postos, Aliança Rebelde!


No episódio de hoje nós vamos falar sobre história e memória das mulheres durante a Segunda Guerra Mundial. A historiadora Wendy Lower chama a atenção para um mito persistente dentro da história - o mito da mulher apolítica. Ou seja, a ideia de que as mulheres não se envolviam com questões políticas e ficavam, portanto, limitadas às áreas de atuação que são consideradas como menos importantes quando se fala de uma escrita da história da guerra.


As mulheres são relegadas a essa esfera secundária e por isso não aparecem como sujeitos históricos. A história da Segunda Guerra Mundial é, como que por um acaso, uma história da qual as mulheres não fazem parte. Nesse sentido, a experiência masculina da guerra é tida como a experiência padrão, a experiência normativa. A experiência das mulheres, por outro lado, é a experiência das mulheres. Ou seja, o particular só existe ali, localizado.

A interferência do gênero enquanto uma categoria que vai influenciar certos contornos da experiência dos sujeitos históricos só aparece como relevante no caso das mulheres. Esse é um dos pontos de questionamento dentro da obra da Svetlana Aleksiévitch, autora de A Guerra Não Tem Rosto de Mulher - que nós já indicamos no nosso instagram. Ela vai colocar em questão a guerra “oficial”, ou melhor a memória “oficial” da guerra, visando recuperar a experiência das mulheres soviéticas que viveram a Segunda Guerra. Cada uma delas viveu sua própria guerra, e o rosto feminino da guerra é parte da história da Segunda Guerra Mundial tanto quanto o rosto masculino.

Bom, não é sempre que nós falamos de história das mulheres por aqui. E, como nenhuma de nós estudamos isso, hoje nós trouxemos uma convidada maravilhosa para discutir essas questões conosco: Joyce Rodrigues. Então, vamos lá?

Referências mencionadas no episódio:


Referências bibliográficas do episódio:

Wendy Lower. As mulheres do nazismo.

Philippe Lejeune. O pacto autobiográfico.

Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher.

_____________________. Vozes de Chernobyl.

__________________. As últimas testemunhas: crianças na Segunda Guerra Mundial.

__________________. O último homem soviético.

__________________. Meninos de zinco.

Eva Schloss. Depois de Auschwitz.

Anne Frank. O Diário de Anne Frank.

Marcel Proust. Em busca do tempo perdido.

Márcio Seligmann-Silva (org.). História, memória e literatura: o testemunho na era da catástrofe.

Maurice Halbwachs. A Memória coletiva.

Primo Levi. É isto o homem?

Primo Levi. Os Afogados e os Sobreviventes.

Michel Pollack. Memória, esquecimento, silêncio.



Links mencionados no episódio:

Para participar da nossa rede de pesquisadores, confira aqui.

Denise Borille de Abreu. Nas tramas do trauma: as mulheres, a guerra e a escrita feminina em literaturas de língua portuguesa (tese de doutorado).

Post Herdeiras do mar.

Post A guerra não tem rosto de mulher.

Post A rede de Alice.

Post As Mulheres no Nazismo.

Artigo Joyce Rodrigues. Lembranças de Mulheres em Armas: Relatos Memorialísticos sobre o Front. Literatura e Autoritarismo.


Onde ouvir?

O episódio pode ser ouvido pelos principais agregadores listados abaixo e aqui pelo nosso site.


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