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Indicação de filmes

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Janeiro de 2021

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1/7

🎥 A pedido de muitos de vocês, nossa indicação de hoje é a série norte-americana The Boys, lançada em julho de 2019. A série foi desenvolvida por Eric Kripke, conhecido como criador da série Supernatural, para a plataforma de streaming Prime Video, em uma adaptação das HQs do Garth Ennis.

The Boys nos leva pelas desventuras de uma equipe de justiceiros contra super-heróis que abusam de suas habilidades mas traz reflexões que vão muito além do que se pode imaginar a primeira vista. A série recebeu o Critics' Choice Super Awards agora em janeiro, nas categorias de Melhor Vilão em Série, Melhor Ator em Série de Super-Heróis, Melhor Atriz em Série de Super-Heróis e Melhor Série de Super-Heróis.

Passa pro lado para ler nossa análise sobre a segunda temporada da série!

🎥 Você já assistiu The Boys? O que você achou? Conta pra gente nos comentários! E nos digam se vocês gostaram desse novo formato de post!

📑 Esse conteúdo foi produzido pela nossa colaboradora Clara Lima, graduanda em História na UFMG.

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1/6

🎥 Dirigido por Michael Herbig, o filme que é nossa indicação de hoje nos leva para o ano de 1979 e nos mostra a trajetória de duas famílias que pretendem sair da Alemanha Oriental de maneira clandestina utilizando um meio de transporte diferente: um balão de ar quente.

É de conhecimento geral que a travessia de um lado ao outro da Alemanha no período da Guerra Fria era uma tarefa árdua e extremamente improvável, uma vez que o implacável policiamento assassinava e aprisionava os que tentavam efetuar a fuga e eram pegos.

No longa, acompanhamos as angústias, dificuldades e estratégias utilizadas pelos Strelzyk e Wetzel na sua jornada rumo ao Ocidente. Tendo como pano de fundo a Guerra Fria, a envolvente narrativa nos mostra o cotidiano das pessoas na República Democrática Alemã, que era permeada pela vigilância constante, e nos mostra o desespero dos personagens ao perceberem as pistas que deixaram para trás.

🎥 E aí, será que eles vão conseguir?

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Fevereiro de 2021

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1/7

Dirigido por Florian Henckel von Donnersmarck e indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e Melhor Filme Estrangeiro, o filme “Nunca Deixe de Lembrar” inicia a sua narrativa abordando um aspecto do regime nazista pouco explorado em muitas produções cinematográficas: o extermínio sistemático de pessoas com deficiência, distúrbios psíquicos ou doenças físicas e genéticas. Estas eram, assim como outras pessoas, consideradas racialmente inferiores pelo Terceiro Reich e, portanto, um perigo para a comunidade do povo alemão. Como aponta o historiador francês Johann Chapoutot, os médicos no regime nazista deveriam cuidar, não de indiíduos, mas de toda a nação. Eles foram elevados à categoria de protetores do sangue germânico e, entre as suas responsabilidades, estava a eliminação de elementos nocivos à raça.

O período histórico do nazismo, entretanto, não é o contexto no qual a narrativa se desenvolve majoritariamente. O longa é, principalmente, sobre o que vem depois das atrocidades causadas pelo regime. Ambientada na Alemanha Oriental, a sensível narrativa traz os múltiplos impactos que a Segunda Guerra Mundial causou: os físicos, os econômicos, os sociais e os psicológicos. No decorrer da história, acompanhamos Kurt e Ellie nas suas tentativas de lidar com os traumas e com as memórias deixadas pela infância vivida sob a suástica, bem como com os resquícios deixados, no presente, pelo nazismo.

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1/10

"O principal objetivo do Bloco 10 era [...] matar os que ainda não haviam nascido para que as raças indesejadas não existissem mais"

(Gideon Greif)

🎥 Nossa indicação de hoje é o documentário "Mulheres de Auschwitz" que conta a história das mulheres que foram submetidas a experiências médicas entre 1943 e 1944 no campo de Auschwitz pelo famoso ginecologista Carl Clauberg.

O regime nazista permitiu a extrapolação da cultura científica da época que considerava a experimentação, mesmo que dolorosa em pacientes, um método necessário para conseguir desenvolver técnicas médicas e contribuir para a ciência. Após a Segunda Guerra, a comunidade científica internacional passou a rever práticas experimentais que eram aplicadas no mundo todo, já que as pesquisas encabeçadas por cientistas nazistas tinham levado ao extremo da brutalidade a prática de experiências em humanos.

O caso de Claubert não é muito diferente do de diversos médicos que sobreviveram ao nazismo. Muitos emigraram e retomaram suas carreiras em outros países. O mais famoso julgamento dessa classe foi o "Doctor's trial", realizado pelos Estados Unidos, entre 1946 e 1947. Dos 23 julgados, 7 foram absolvidos, 6 receberam pena de morte e o restante recebeu sentenças na prisão, que em sua maioria, não foram cumpridas na totalidade. O caso mais notório é o de Josef Mengele, o "Anjo da morte", que morou na Argentina, Paraguai e Brasil após o fim da guerra e conseguiu escapar da prisão diversas vezes, falecendo em 1979 sem nunca ter sido julgado e sentenciado por seus crimes.

É importante refletir sobre as ações de médicos como Clauberg para compreendermos melhor o lugar do discurso médico e científico do século XX - e, ainda, o lugar dos médicos e cientistas na construção do ideal do Terceiro Reich. O projeto de engenharia social do nazismo contou com muitos homens dispostos a trabalhar por essa nova ciência e é preciso ter como alerta as continuidades desses discursos até os dias atuais.

📑 Esse conteúdo foi feito em conjunto com Isabela Dornelas (@guildadehistoria), doutoranda em História na UFMG pesquisando o desenvolvimento da cesariana como técnica cirúrgica no Brasil entre os séculos XIX e XX.

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Abril de 2021

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1/9

“Eu acho que não gostaria de ver o termo totalitarismo fora do dicionário mas, ao meu ver, ele possui um valor limitado. Ele se aplica a um número de sistemas em uma fase de governo na qual, eu penso, é uma fase revolucionária. Na qual todo o sistema está sendo revirado e no qual um estado, um movimento político ou um partido, aposta em uma reivindicação de controle total sobre aquela sociedade”

(In Kershaw no podcast “Hitler in History”)

🎙 Neste podcast produzido pela BBC, Melvyn Bragg se junta a Ian Kershaw, Niall Ferguson e Mary Fulbrook para debater o livro “Hitler: 1936 0 1945. Nemesis”, escrito por Kershaw. Com ideias provocadoras e um debate profícuo e profundo, os historiadores debatem conceitos, tendências historiográficas e complexidades que envolvem a compreensão do Terceiro Reich.

Debatendo a figura do Führer e o seu papel na Alemanha Nazista, os pesquisadores entram em aspectos essenciais do pensamento de Kershaw e trazem diferentes pontos de vista que enriquecem a conversa sobre esse período nefasto e seu emblemático líder. Alguns dos assuntos abordados são o totalitarismo, o “trabalho em direção ao Füher”, a personalidade carismática, o mal e a moral.

➡️ O podcast foi gravado em inglês e está disponível para acesso no YouTube. Basta pesquisar "Hitler in history BBC". É possível ativar as legendas no símbolo referente localizado na barra de ferramentas do vídeo. O símbolo está na parte inferior direita da tela. Ao lado dele, está o símbolo das configurações, nas quais é possível selecionar a opção “traduzir automaticamente” e, depois, colocar a tradução em português.

No mais, desejamos uma boa escuta e uma boa fritação! Pois provocação, como boa conversa de historiadores, não falta!

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Maio de 2021

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1/7

🎥 Nossa indicação audiovisual de hoje é "Five Came Back".

O documentário “Five Came Back” aborda a produção de cinco diretores de cinema estadunidenses e seu envolvimento com a Segunda Guerra Mundial. John Ford, William Wyler, Frank Capra, John Huston e George Stevens deixaram suas carreiras em Hollywood de lado durante a guerra para contribuir com o esforço de guerra por meio do cinema.

Seu trabalho era parte de um esforço de mobilizar a população para uma causa em que acreditavam e de documentar o que viam, mas também de interpretar e expressar suas experiências por meio da arte.

Os filmes que os cinco diretores produziram tiveram um impacto duradouro nas narrativas que são construídas sobre a Segunda Guerra Mundial.

🎥 O documentário está disponível na Netflix. Você já assistiu? Conta pra gente!

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1/9

🎥 Nossa indicação de hoje é o filme argentino “Enquanto a guerra durar”!

A obra narra, a partir da trajetória pessoal do escritor espanhol Miguel de Unamuno, o período inicial da Guerra Civil Espanhola. Por meio da narrativa, vemos os empasses e as questões impostas ao escritor pela situação do novo regime em construção.

Colaboração e resistência, esse par de conceitos tão conhecido por aqui, pode ser analisado e repensado a partir das complexidades impostas pela personagem do escritor. Quais são os limites da passividade? Onde começa a colaboração com a ditadura? É possível resistir?

Essas são algumas das questões suscitadas pelos conflitos internos - e externos - vivenciados por Unamuno. Mais do que narrar o passado, o filme de Alejandro Amenábar é um convite à (auto) reflexão: quando é o momento de mudar, se indignar e agir?

🎥 Você já conhecia esse filme? Se assistir, conta pra gente o que achou!