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Calendário histórico

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Fevereiro de 2021

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A Batalha de Stalingrado, efetivamente, marcou um momento de virada na Segunda Guerra Mundial. Não apenas militarmente, como também simbolicamente, ela foi determinante para a crença de que a Alemanha Nazista poderia sair derrotada da guerra. Até este momento, o chamado Eixo liderava o conflito com inquestionável superioridade e o Terceiro Reich havia estendido seu domínio por grande parte da Europa. Entretanto, a derrota em território soviético surgiu como uma esperança para os Aliados e como razão de enorme insatisfação para os alemães.

Mais de 200 mil alemães haviam sido mortos, cerca de ¼ de suas forças militares, e a postura de Hitler passou a ser alvo de críticas. Inclusive, o grupo de resistência Rosa Branca, que já apareceu por aqui, mobilizou a derrota em um de seus panfletos, argumentando que era necessário se opor ao governo de Hitler. Um dos objetivos do panfleto era informar melhor os alemães sobre a postura condenável do führer diante da morte de seus soldados. Apesar dos esforços propagandísticos para levantar os ânimos na Alemanha, havia uma convicção generalizada de que Stalingrado havia sido "o começo do fim".

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 A Conferência de Ialta aconteceu no último ano da Segunda Guerra Mundial, em um momento onde os Aliados já podiam ter a convicção de que a guerra seria vencida e se encerraria ainda naquele mesmo ano. Portanto, as decisões tomadas na conferência tem uma natureza distinta, que vão além de considerações estratégicas e militares.

O que vemos em Ialta são os primeiros planos para os tempos de paz. O antigo equilíbrio de poder estabelecido na Europa que foi destruído pela guerra precisava ser reconstruído. Assim, podemos observar nas negociações da conferência as disputas políticas entre as nações na tentativa de garantir seus interesses para o pós-guerra.

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1/10

Os nomes Sophie e Hans Scholl, Alexander Schmorell, Willi Graf, Christoph Probst e Kurt Huber são internacionalmente conhecidos. Sua ação panfletária é respeitada como uma representação de coragem política e de manutenção da dignidade, mesmo mediante condições extremas.

Todos os membros da Rosa Branca foram presos pela Gestapo e executados na guilhotina. A desproporção em relação às ações e a pena e a rapidez do processo e da sentença são coisas escancaradas no julgamento desses estudantes. O Tribunal do Povo, comandado pelo juiz nazista Roland Freisler, ao executar alemães transgressores, queria dar um exemplo para que ninguém seguisse por esse mesmo caminho.

É importante pensarmos nos perigos da monumentalização da resistência e a ideia de que era possível resistir, sobretudo se atrelarmos essa ideia a um julgamento moral aos que não resistiram. Como lembra Zygmunt Bauman, em situações limítrofes, na maioria das vezes escolhemos a autopreservação.

A resistência na Alemanha nazista foi, num geral, desarticulada e minoritária. Grupos como a Orquestra Vermelha e a Rosa Branca são exceções. Como destaca Tzvetan Todorov, preferimos esquecer “por medo de ver que o mal dos campos não é estranho à espécie humana; é esse medo também, que nos faz preferir as (raras) histórias em que o bem triunfa”.

Hoje lembramos sobre uma dessas “raras histórias em que o bem triunfa”, ainda que tragicamente. E isso nos serve menos para mostrar que era possível dizer não, e mais para enxergar com maior clareza como era difícil fazer essa escolha. Cabe a nós resistir ao mal; no entanto, raras são as vezes em que temos a força necessária para tanto.

As palavras do discurso de defesa de Kurt Huber diante o Tribunal do Povo em 1943 ecoam: “Agi como tive que agir, seguindo uma voz interior. Arco com as consequências conforme as belas palavras de Johann Gottlieb Fichte: ‘E deves agir como se só de ti e de tua ação dependesse o destino das coisas alemãs e só tua fosse a responsabilidade’”

➡ As fotos dos cartazes 2, 7 e 8 foram tiradas pela nossa coordenadora Maria Visconti quando esteve em Munique para ver os memoriais da Rosa Branca para sua pesquisa de mestrado.

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“[...] o fundo era vermelho-brilhante, a cor do socialismo, com a suástica, o emblema do nacionalismo racista, delineada em negro no meio de um círculo branco no centro da bandeira, de modo que o conjunto fazia uma combinação de branco, vermelho e negro, as cores da bandeira oficial do império de Bismarck. No rastro da Revolução de 1918, isso veio a simbolizar a rejeição à República de Weimar e tudo o que ela representava; mas, ao mudar o design e acrescentar a suástica [...] os nazistas também anunciavam que queriam substituir Weimar por um novo Estado racial pangermânico, não pelo velho status quo guilhermino”

(Richard J. Evans, “A Chegada do Terceiro Reich”)

A fundação do Partido Nazista marca um momento importante de organização do movimento nacional-socialista. A utilização da cor vermelha, como Hitler colocou em seu livro “Minha Luta”, era um chamativo para que os alemães trabalhadores buscassem as reuniões do partido. Ele aponta que “a diferença entre marxismo e socialismo até hoje ainda não entrou nessas cabeças. [...] Quantas boas gargalhadas demos à custa desses idiotas e poltrões burgueses, nas suas tentativas de decifrarem o enigma da nossa origem, nossas intenções e nossa finalidade!”. Buscava-se também chamar os adeptos da esquerda para que eles fossem convencidos das ideias defendidas pelo NSDAP.

Apesar de que a configuração do movimento em torno de um partido poderia sugerir um compromisso republicano, a intenção, como aponta Evans no trecho destacado, era outra: desejava-se criar um novo Estado centrado na figura de um líder forte e pautado primordialmente pela ideia de raça. Mesmo com a formalização partidária, Hitler e seus seguidores continuaram usando o termo “movimento” para se referirem ao nacional-socialismo, pois ele “não apenas sugeria dinamismo e movimento incessante em frente” como também insinuava essa meta última: “a oposição à política convencional e a intenção de subverter e por fim derrubar o sistema dentro do qual inicialmente era forçado a operar”.

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📅 Na noite do dia 27 de fevereiro de 1933 o Reichstag foi destruído em um incêndio.

Marinus van der Lubbe, o incendiário, era um dos muitos jovens afetados pelas altas taxas de desemprego. Ao atear fogo no parlamento alemão ele pretendia protestar contra a ordem política burguesa, que acreditava ser a responsável pela situação. Hitler, ao saber do incêndio, entendeu que aquela era a hora decisiva de agir contra os comunistas. Antes mesmo que Marinus fosse interrogado, ou que as investigações fossem concluídas, a polícia entrou em ação para prender a liderança do Partido Comunista Alemão.

No dia seguinte, Hitler se reuniu com o presidente Hindenburg para apresentar o Decreto do incêndio Reichstag, que revogou importantes liberdades civis garantidas pela Constituição de Weimar. De acordo com a versão nazista dos eventos, o decreto iria proteger os alemães contra uma conspiração comunista. O decreto foi o golpe de misericórdia na frágil democracia alemã.