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Calendário histórico

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Dezembro de 2020

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"Nos primeiros seis a doze meses de uma guerra com os Estados Unidos e a Inglaterra, travarei batalhas selvagens e conseguirei uma vitória atrás da outra. Depois disso [...] não tenho expectativas de êxito"

(Almirante Yamamoto Isoroku)

Nas primeiras décadas do século XX, o Japão tinha ambiciosos planos para a expansão de seu império. No norte, eles haviam atingido seus objetivos - com a ocupação da Coreia em 1910 e da Manchúria em 1931 - e começado uma guerra contra a China em 1937. No sul, o Japão pretendia avançar pelo sudeste asiático, “libertando” as colônias europeias do domínio estrangeiro. O início da Segunda Guerra Mundial em 1939 parecia ser um momento oportuno, pois países colonialistas como França, Holanda e Inglaterra estavam lutando contra a Alemanha. Contudo, os Estados Unidos se dispuseram a intervir para proteger os interesses europeus e prevenir o avanço japonês.

O “caminho do sul” foi adiado até 1940, com a ocupação japonesa da Indochina. Em retaliação, o governo estadunidense decretou um embargo comercial. Como o Japão dependia da importação de petróleo, o embargo foi um verdadeiro golpe. Os dois governos iniciaram um longo processo de negociação, mas os militares japoneses já estavam decididos a ir a guerra e se recusavam a fazer concessões. Nesse meio tempo, o Secretário de Estado Cordell Hull foi informado de que navios de guerra japoneses estavam se movimentando. Ele respondeu com uma série de exigências que os militares japoneses interpretaram como uma declaração velada de guerra e aproveitaram a deixa para iniciar sua investida.

O ataque a base naval de Pearl Harbor, no Havaí, tinha o objetivo de destruir parte da frota estadunidense, dando uma vantagem bélica aos japoneses. Um dia após o ataque, a declaração formal de guerra foi enviada ao governo dos EUA e assim teve início a Guerra do Pacífico, demonstrando o aspecto mundial da Segunda Guerra. Além de ter transformado todo o sudeste asiático em um campo de batalha, a Guerra do Pacífico também alterou o curso do conflito na Europa, introduzindo os Estados Unidos como um dos combatentes.

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“Nós, da nossa parte, vamos agora fazer o que esse provocador tentou alcançar por tanto tempo. Isso não é somente porque somos aliados do Japão, mas também porque a Alemanha e a Itália, sob suas lideranças atuais, possuem discernimento e força suficientes para entender que, nesse tempo histórico, a existência ou não existência das nações está sendo determinada, possivelmente para sempre. Está claro o que esse outro mundo pretende para nós.”

(Discurso de Hitler para o Reichstag, 11 de dezembro de 1941)

No dia 11 de dezembro de 1941, a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos. A declaração, ainda que não esperada, não era surpreendente. O Pacto Tripartite, assinado pelo Eixo em 1940, estipulava auxílio militar pleno caso um dos países fosse atacado por uma nação ainda não envolvida na guerra europeia ou na guerra Sino-Japonesa. Contudo, apesar do acordo, o Japão teve de buscar garantias de que teria o apoio alemão antes de lançar o ataque a Pearl Harbor. Afinal, do ponto de vista militar, dividir o exército em mais uma frente era uma péssima decisão. Os generais alemães, que não foram consultados, ficaram abismados com a decisão do Führer.

Hitler, no entanto, recebeu a notícia do ataque com grande satisfação. O sentimento de inimizade com os Estados Unidos já vinha sendo cultivado pelos nazistas há certo tempo. No discurso ao Reichstag, Hitler atribuiu aos EUA a responsabilidade pela Segunda Guerra Mundial, chegando a afirmar que haviam provocado a invasão à Polônia ao convencer os poloneses a recusar um acordo pacífico com a Alemanha. De acordo com a visão de mundo nazista, os Estados Unidos eram o braço capitalista da conspiração mundial judaica que ameaçava a sobrevivência do povo alemão. Logo, essa nova fase da guerra estava ideologicamente conectada com o conflito no leste - seria um espelho da luta contra a União Soviética comunista.